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Para quem não sabe, eu sou profundamente avesso à mudança. Mesmo muito, embora a maioria do que fiz na minha vida possa sugerir o contrário. Mudei de país, mudei de emprego várias vezes, mudei de parceiro, mudei de ideias em relação a muitas e variadas coisas. E embora o ganho dessas mudanças seja evidente e palpável, fica sempre uma sensação estranha no ar, de que se passa alguma coisa que não devia – a tal resistência à mudança. Muitas vezes a adrenalina produzida por uma situação nova é ultrapassada apenas por um sentimento que os ingleses exprimem – muitíssimo bem – por “being gutted”.

Por isso quando reparei que este Senhor nos tinha deixado fiquei triste. Fiquei mesmo triste. Mais – I was bloody gutted. Porque um decente membro da blogoesfera nos deixou. Ainda voltei algumas vezes, não fosse ele ter mudado de ideias. Mas não, não mudou de ideias. E assim se toca no quotidiano de uma pessoa...

Como há que lidar com a mudança – seja ela provocada por nós próprios ou outra pessoa – queria deixar aqui, publicamente, um grande bem haja pelos teus posts. Espero um dia voltar a ver um rabisco da tua autoria, seja aqui ou em qualquer outro lugar. Só eu sei quantas gargalhadas dei e o calor que senti no coração ao ler alguns dos teus textos. E esse bom feeling não tem preço.

Levantemos a taça.


2 inspirações:

Donald, o amigo do Super Pato said...

Esse gajo é um nojo. Fecha assim a chafarica às três pancadas e nem dá uma palavrinha, uma explicação... foi-me confidenciado muito em segredo por um primo da cunhada de uma amiga de um inspector que aquilo foi mandado fechar pela ASAE. Sabe-se lá quando é que o deixam abrir o tasco de novo...

Anyway... Um destes dias... Who knows?

Grande abraço da Tuga :)

GmbH said...

Meu caro Niagara, a genialidade de usares um tema ligado a patos transcende-me. Isto porque a minha vida parece ser feita de relações tumultuosas com patos, estejam eles a nadar num lago ou apenas lacados, no prato. Mas deixarei esta tematica para um post futuro...

Para já resta-me apenas saudar o regresso (não em força nem definitivo, mas subtil e com classe) de um vulto da blogoesfera portuguesa. Que a pena com que escreves não te pese! Abreices aqui do charco.

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